Todo mundo diz que eu sou maluco. E maluco que se preza, maluco de verdade, de carteirinha, toma remedinho. Remedinho daqueles de receitão onde você coloca desde endereço até filiação, anexa comprovante de rendimento e residência.
Pois bem, cá estou eu, em uma Lan House pagando R$2,00 por quinze minutos de uso em um computador "marromeno" só de raiva. Chove, meu tênis está incomodamente molhado. Saí a rua há pouco com a específica finalidade de tirar cheques e comprar o tal bendito "remedinho". Os cheques, consegui tirar. Não sem antes esperar algumas senhoras realizarem o pagamento de dezenas de contas, dígito a dígito, sempre verificando o saldo entre um e outro porque conta de diminuição é uma coisa muito complexa. Aliás, diga-se de passagem: é insuportável tirar cheque no caixa eletrônico. Você com aquele monte de folhas para destacar, uma porção de gente na fila te esperando, celular, guarda-chuva, carteira, tudo para ser dividido em duas mãos. E, quando você encontra um lugarzinho no balcão, nunca há grampeadores disponíveis. Se houver, tenha certeza: ou não terá grampo ou terá a capacidade máxima de grampear 3 cheques sem entortar. Porque dificultam as coisas simples?
Pois bem, cá estou eu, em uma Lan House pagando R$2,00 por quinze minutos de uso em um computador "marromeno" só de raiva. Chove, meu tênis está incomodamente molhado. Saí a rua há pouco com a específica finalidade de tirar cheques e comprar o tal bendito "remedinho". Os cheques, consegui tirar. Não sem antes esperar algumas senhoras realizarem o pagamento de dezenas de contas, dígito a dígito, sempre verificando o saldo entre um e outro porque conta de diminuição é uma coisa muito complexa. Aliás, diga-se de passagem: é insuportável tirar cheque no caixa eletrônico. Você com aquele monte de folhas para destacar, uma porção de gente na fila te esperando, celular, guarda-chuva, carteira, tudo para ser dividido em duas mãos. E, quando você encontra um lugarzinho no balcão, nunca há grampeadores disponíveis. Se houver, tenha certeza: ou não terá grampo ou terá a capacidade máxima de grampear 3 cheques sem entortar. Porque dificultam as coisas simples?
Mais a frente, de talão de cheque molhado e mal picotado em punhos, fui à farmácia:
- Quanto custa o tetralouquecetina?
Ain senhor, custa 20 renhais - respondeu o atendente afeminadíssimo do balcão.
Que fique claro: nada tenho contra os gays, estou cercado deles. (é verdade!) Inclusive, ser afeminado não é sinônimo de gostar de homem. Ele era incomodamente afeminado e só, ponto final.
Que fique claro: nada tenho contra os gays, estou cercado deles. (é verdade!) Inclusive, ser afeminado não é sinônimo de gostar de homem. Ele era incomodamente afeminado e só, ponto final.
- Ok, vou levar uma caixa.
Já eram 18hs e eu não havia tomado o do dia, que deveria ter sido logo ao acordar (pelo menos é o que o dotô manda).
- Ain, infelizmente a gente não pode vender "controladon" (remédio de tarjinha colorida) a essa horan. Só com farmacêutico e agoran só na gavião bueno peixoto (3 quadras de chuva pra trás).
Raiva, silêncio, garglhada interna.
Raiva, silêncio, garglhada interna.
Eu achava que era obrigatório a presença de um farmacêutico na farmácia. não? Porque dificultam tanto as coisas [2]? E se eu tivesse prestes a ter um ataque epiléptico? Afinal, eles também são controlados. Iria eu quicando e convulsionando até a farmácia mais próxima? Vejam bem, eu não estava querendo comprar remédio de madrugada, eram 18hs, horário comercial!!!
Saí obviamente sem remédio, me refugiei em um "shopping" de icaraí (eles chamam de shopping essas galerias safadérrimas com lojas de gosto duvidoso e lan houses de quinta categoria), comprei uma água com gás e cá estou escrevendo esse textículo depois de meses sem nada postar nessa budega. Inspiração e indignação não tem hora, já diria o poeta. Pra constar, a farmácia é a PACHECO da Otávio Carneiro, no Shopping 211, praticamente na esquina da moreira césar. Malucos, comprem seus remédios cedinho ou em outra drogaria!
Antes de entrar aqui nesse recinto, descobri uma nova invenção do homem: chama-se "campanha do vamos diminuir as sacolas plásticas dos mercados para aumentar o seu uso para outras finalidades e manter a poluição no nível atual que destruirá o mundo". Assim, fui obrigado a colocar meu modesto guarda-chuva quase seco dentro de uma sacolinha de plástico totalmente descartável. Eu e mais todas as milhares de pessoas que entram e saem desse "shopping" (e dá-lhe aspas!) o dia inteiro porque não tem mais nada pra fazer (se tivessem não estariam aqui). O mais legal é que o segurança de terno e gravata virou orientador sexual: pegou a sacolinha, segurou pelo topo e foi desenrolando até a base do meu guarda-chuva, ensinando como se faz pra mim e um par de senhoras nativas.
E eu que jurava que estávamos num caminho de redução dos plastiquinhos...
No fim, fica sempre a mesma pergunta: Quem, de fato, é o louco aqui? Acho que tomo remédios apenas para aturar as pessoas "normais", "sãs" e o mundo como ele é.
Acabou minha água e a menina tá me olhando de cara feia porque o namoradinho dela tá esperando ela fechar a loja. Hora de ir!
P.s: Vocês tem que conhecer a maquininha, é muito "engenhosa". =P
5 comentários:
Júlio, vc não é maluco, é apenas diferente... Na verdade, todos somos.
Maluco mesmo é quem inventa coisas que não existem.
Isso deveria ser um elogio?
acho que a intenção é elogiar sim!
=P
Entenda como quiser... hahaha
Mas uma coisa é certa, a maluquice está na cabeça de todos nós!
"Maluco é quem inventa coisa que não existe"?
Tipo, Thomas Edison, Gran Bell, Da Vinci.
Ta certo, td maluco. O Julio toma esses remedinhos caóticos aí mas é normal. Eu tb acho. =P
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